Metamorfoses, do poeta romano Ovídio

Não vês as estações do ano se sucederem, imitando as idades de nossa vida? Com efeito, a primavera, quando surge, é semelhante à criança nova... A planta nova, pouco vigorosa, rebenta em brotos e enche de esperança o agricultor. Tudo floresce. O fértil campo resplandece com o colorido das flores, mas ainda falta vigor às folhas. Entra, então, a quadra mais forte e vigorosa, o verão: é a robusta mocidade, fecunda e ardente. Chega, por sua vez, o outono: passou o fervor da mocidade, é a quadra da maturidade, o meio-termo entre o jovem e o velho; as têmporas embranquecem. Vem, depois, o tristonho inverno: é o velho trôpego, cujos cabelos ou caíram como as folhas das árvores, ou, os que restaram, estão brancos como a neve dos caminhos.

Arca de Noé Brasileira

[ sexta-feira, 21 de maio de 2010 | 0 comentários ]
Um dia, o Senhor chamou Noé que morava no Brasil e ordenou-lhe:

- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas.

Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.

Vai e constrói uma arca de madeira.

No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.

Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:

- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor suplicou o homem.

Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:

Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha para eleição do prefeito.

Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros ...

O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.

Começaram então os problemas com o IBAMA e a FEPAM para a extração da madeira.
Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento " e um tal de "Plano de Manejo ".
Neste meio tempo ELES descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal..
Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável " e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.

Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.

Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.

Veio em seguida a Receita Federal , falando em " sinais exteriores de riqueza " e também me multou.

Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o " Relatório de Impacto Ambiental " sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.

Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!

Sorte que o INSS estava de greve...

Noé terminou o relato chorando, mas notou que o céu clareava e perguntou:

- Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?
- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens
- Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde!

O governo já se encarregou de fazer isso!

Fonte: Recebido por email

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A batalha dos lobos

[ quinta-feira, 13 de maio de 2010 | 0 comentários ]

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: - A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós.



Um é Mau.


É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom.

É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - Qual lobo vence?

O velho índio respondeu: - Aquele que você alimenta!

Fonte: recebido por email

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Salvação do homem

[ quarta-feira, 28 de abril de 2010 | 0 comentários ]

Meditar e tornar a meditar o Evangelho do caminho de Jericó. O moribundo à beira da estrada? É o infeliz que realmente encontramos em nosso caminho, mas é, também, o proletariado oprimido, os ricos materializados, a burguesia sem grandeza, os poderosos sem horizontes, toda a humanidade de nosso tempo em todos os seus setores.


A miséria, toda a miséria humana, toda a miséria das habitações, dos vestuários, dos corpos, do sangue, das vontades, dos espíritos; a miséria dos desclassificados, dos proletariados, dos que ajuntam avaramente, dos banqueiros, dos nobres e dos príncipes, das famílias, do sindicalismo, dos “cartéis”, dos impérios.

Devemos acolher antes de tudo em nosso coração a miséria do povo. É a menos merecida, a mais tenaz, a mais opressiva, a mais fatal. E o povo não tem ninguém para preservá-lo da miséria, para ajudá-lo a sair dela. Muita gente tem dó dele, algumas pessoas o auxiliam, mas ninguém se preocupa com as causas profundas dessa miséria. Daí a ineficiência da filantropia, da assistência, da beneficência. A miséria do povo está ao mesmo tempo no corpo e na alma. Cuidar das necessidades imediatas adianta pouco enquanto as inteligências não forem alargadas, enquanto as vontades não forem retificadas e fortalecidas, enquanto os melhores não estiverem animados por um grande ideal, enquanto as opressões e as injustiças não forem suprimidas ou, pelo menos atenuadas, enquanto os humildes não se unirem para a conquista progressiva da própria felicidade.

Colocar em nosso coração e sobre os nossos ombros a miséria do povo; não a atitude de um estranho, mas como uma criatura entre outras criaturas, com as criaturas; arrastando-as para a luta comum, atirando-as ao combate pela própria salvação, ajudando-as a se elevarem na realização de um grande esforço.

Desde que a gente se mete a se preocupar seriamente, eficazmente, com a miséria, ele começa a chover em volta de nós, sobre nós. Ou então, é como uma maré montante: ela nos submerge.

Quem quiser ter muitos amigos não precisará senão pôr-se a serviço dos abandonados, dos oprimidos. Mas nada de esperar muita graditão.

O objetivo: salvar e elevar o homem. O homem todo e toda humanidade. Salvar o homem, salvar o homem na totalidade de seu ser; logo, ates de mais nada, salvar o espírito.

Engajamento é o ato do misericordioso impelido pela justiça, animado pelo amor. Não se agarrar tanto aos males, mas às suas causas.

O setor de engajamento: lá onde houver mais o que fazer, e o que se for capaz de fazer; lá onde houver menos resposta á necessidade ou ao apelo.

O que é preciso é atracar-se corpo a corpo com o mal, atacá-lo e vencê-lo.


Fonte: L.J. Lebret em Princípios para a ação, página 13-15 (adaptação)
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A busca por vida interior

[ quinta-feira, 15 de abril de 2010 | 0 comentários ]

Pessoas que se encontram para questionar o sentido da vida, para submeter à critica nosso paradigma cultural consumista, produtor de injustiças sociais e delapidador da natureza; para se perguntarem sobre o destino da humanidade, hoje globalizada; sobre o futuro de nosso planeta, submetido a grandes transformações devido à crise ecológica e climática irrefreável.


Como definir a família hoje, especialmente por causa da eclipsação da figura do pai? Como orar, meditar e entrar em comunhã com Deus?

Trocam-se experiências, comentam-se textos espirituais da grande tradição da humanidade ou de modernos, abre-se o coração aos outros para externar angústias e conquistas, formam-se eventualmente pequenas comunidades de eleição e de destino...

Para esses, a espiritualidade e a vida interior são de grande significação. Como efeito surge certo distanciamento do mundo, uma crescente aversão ao consumo de bens materiais e o cultivo de bens imateriais como o silêncio, a oração, a meditação, a música, a arte... o apoio a alguma iniciativa humanitária ou mesmo a participação na vida de alguma comunidade carente.

Fonte: adaptação de um texto de Leonardo Boff

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A fábula do Porco-espinho

[ segunda-feira, 12 de abril de 2010 | 0 comentários ]

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos percebendo a situação resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.


Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:

Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.

Moral da História
A melhor amizade não é aquela que une pessoas perfeitas, mas aquela onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

Fonte: Recebido por email
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